Lajes nervuradas: quando usar e principais vantagens

Lajes nervuradas podem ser definidas como um sistema de concreto armado ou aço, unidirecional ou bidirecional, dotado de pequenas vigas regularmente espaçadas, e cujo objetivo é ter grande inércia (altura) com baixo consumo de materiais.

NBR 6118 afirma que elas podem tanto ser moldadas no local, quanto ser constituídas por nervuras pré-moldadas, onde a zona de tração será constituída pelas nervuras e a de compressão pela “mesa” superior. Entre nervuras, pode ser colocado algum tipo de material leve e inerte, com o intuito de reduzir o volume de concreto e, consequentemente, reduzir o peso da estrutura.

A constante evolução arquitetônica aliada a diversos projetos exuberantes fez com que esse tipo de laje começasse a ser amplamente utilizado, tirando também a restrição criada de que ela somente seria útil em obras de grande porte. A escolha pela utilização de laje nervurada pode trazer diversos benefícios para a sua construção, sendo um dos tópicos abordados no decorrer deste artigo.

Tipos de lajes nervuradas e locais de utilização

Assim como os diversos sistemas construtivos existentes, as lajes nervuradas apresentam mais de um modelo, podendo ser adequados para cada tipo de obra, sendo eles:

Utilização de cubetas

Esse modelo de laje nervurada bidirecional faz parte da categoria moldadas “in loco”, sendo que o material mais utilizado são as cubetas de polipropileno, pois elas possuem uma boa resistência, rigidez e estabilidade. Durante a execução, as cubetas servem como forma dos vazios da laje, e ficarão sobre o escoramento. As cubetas ou cabaças farão com que todo o processo seja otimizado, sendo bastante viável para prédios altos, onde exista a necessidade de superação dos esforços horizontais.

Utilização de vigotas ou painéis treliçados

A laje nervurada unidirecional com a utilização de vigotas entra na categoria pré-fabricada, contendo as vigotas de concreto e os elementos de enchimento, como o EPS ou as tavelas cerâmicas. É altamente utilizada em construções baixas, com poucos pavimentos e, também, onde o vão a ser vencido não ultrapasse 5 metros.

A escolha entre os dois modelos de lajes deve ser feita por uma empresa ou profissional habilitado, pois só eles irão conseguir medir as reais necessidades da construção. Alguns fatores podem influenciar o profissional na hora da escolha, sendo fundamentais para o sucesso construtivo e segurança da obra. São eles:

  • O tamanho do vão que a laje terá que vencer.
  • O orçamento disponível para a etapa construtiva.
  • Facilidade de aquisição de mão de obra qualificada.
  • O prazo estabelecido para a entrega da etapa construtiva.
  • Os detalhes dimensionais e decorativos do projeto arquitetônico.

Principais vantagens das lajes nervuradas

Mesmo que esse sistema seja bastante utilizado nas obras brasileiras, poucos construtores conseguem enxergar a fundo as reais vantagens que ele pode oferecer. Veja os principais benefícios que a utilização da laje nervurada pode trazer para a sua obra.

 1.   Economia

A laje apresenta uma grande resistência e peso reduzido, fazendo com que o material utilizado tanto nela quanto nos demais elementos estruturais sejam diminuídos. Um exemplo claro de redução fica com a comparação em relação à quantidade de concreto utilizado em lajes tradicionais, que são maiores do que nas nervuradas.

2.   Melhor aproveitamento do espaço

Construções que apresentam grandes vãos livres, como estacionamentos e supermercados, onde a necessidade de um grande espaço se faz presente.

 3.   Flexibilidade arquitetônica

Este benefício complementa o anterior, pois, partindo do princípio de que esse tipo de laje suporta grandes vãos, a arquitetura poderá ser flexível, também.

 4.   Facilidade no reaproveitamento de material

As cubetas plásticas podem chegar a ter 200 repetições sem perder a sua eficácia. Essa é uma vantagem que também engloba a diminuição dos custos do construtor, pois ele auferirá lucro com a reutilização.

5.   Estética valorizada

O fato de a laje ficar exposta não diminui o valor estético do ambiente, muito pelo contrário, o local passará por uma valorização decorativa. A sua repetitividade aliada ao seu acabamento impecável faz com que a construção ganhe valor arquitetônico.

 

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Fonte: simcon.com.br

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